Cabeceiras é uma terra de gente laboriosa que ao longo dos tempos foi tirando proveito dos recursos endógenos e fazendo artefatos, alfaias, vestuário, entre outros artigos que diariamente contribuíssem para o seu bem estar. Por isso, nas comunidades mais montanhosas deste concelho onde existe um sistema de agricultura interligado com a vida pastoril, até há relativamente pouco tempo, quase tudo do que necessitavam para a subsistência, era extraído do meio, desde a casa ao vestuário, passando pelo alimento e utensílios. Verifica-se grande riqueza na variedade de objetos artesanais, tais como, os cestos feitos em madeira, perneiras em junco, carros de bois, alfaias agrícolas em madeira, tecelagem de linho como colchas, panos e toalhas, meias e cobertores de lã. No concelho de Cabeceiras de Basto, o artesanato incide em trabalhos de madeira (Refojos, Basto e Arco de Baúlhe), em pipos, tonéis e barricas (Faia), em lãs e linhos para a confecção de tapetes, mantas e cobertores (Bucos), o lin...
O concelho de Cabeceiras de Basto possui vários elementos de importante valor arquitetônico e cultural e reúne um conjunto de monumentos com interesse turístico. Algum do espólio edificado encontra-se classificado como Monumento Nacional, Imóvel de Interesse Público e Imóveis de Interesse Municipal. É o caso da Ponte de Cavez sobre o rio Tâmega (Monumento Nacional), da Igreja e Sacristia do Convento de Refojos e o Teto da sala aproveitada como sala de audiências do Tribunal da Comarca (Imóvel de Interesse Público), do Pelourinho de Cabeceiras de Basto em Refojos (Imóvel de Interesse Público), da estátua do Basto em Refojos, do Pelourinho do Antigo Couto de Abadim (Imóvel de Interesse Público), da Casa da Breia, em Basto (Imóvel de Interesse Público), da Ponte Antiga sobre o rio Moimenta, em Cavez (Imóvel de Interesse Público) e da Ponte do Arco de Baúlhe (Imóvel de Interesse Municipal).